segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Viagem ao paraíso bem pertinho de casa.

Como falei no primeiro post do blog, a intenção é que o blog seja bem eclético, portanto vou variar um pouco o tema e falar sobre uma viagem que fiz com minha esposa.
Vista da pousada
Eu e ela gostamos muito de estar em contato com a natureza, principalmente em lugares mais afastados e não muito badalados, como por exemplo a praia do francês(Marechal Deodoro -AL) em um sábado, é legal mas não é o nosso foco. Gostamos de uma natureza mais pura e livre e então, um certo dia do mês de setembro pensamos em fazer um passeio, de um fim de semana, para comemorar o aniversário dela e então, começamos a procurar locais interessantes e baratos. Foi aí, que encontramos um local chamado Dunas de Marapé, localizado no povoado de Duas Barras em Jequiá da Praia, cidadizinha a uns 70 Km ao sul de maceió. Começamos então a procurar pousadas, encontramos 3, são elas: complexo Dunas de Marapé, pousada Portal dos Coqueirais(http://www.portaldoscoqueirais.com.br/) e pousada Duas Barras. A primeira é a mais cara, além disso eles são donos de um restaurante de mais alto nível da região e pelo que parece querem meio que monopolizar aquele paraíso para eles, eles tem pacotes com a CVC e outras coisas. Como não tínhamos muito dinheiro, procuramos nos informar sobre as outras, a pousada Duas Barras não dispõe de muitas informações na net, aí ficamos com medo de chegar lá e termos problemas, portanto acabamos ficando na Pousada Portal dos Coqueirais. Ao chegarmos lá vimos a pousada Duas Barras e ela parecia ser ótima e bem aconchegante, além de mais barata, mas já tínhamos fechado com a outra pousada. Porém, ficamos felizes com a ótima visão que a Portal dos Coqueirais nos propiciou, com certeza a melhor de todas as pousadas.  Foto acima.
   O povoado Duas Barras é super tranquilo, pouquíssimas casas e pessoas bem simples. Tinha até uma praça com televisão, onde alguns moradores ficavam assistindo durante a noite, bem legal. Como podemos ver na foto acima, a pousada fica localizada no alto, então para descer para o povoado tinha uma pequena trilha que poderíamos usar caso fossemos pé, caso fossemos de carro tinha que dar uma volta um pouco maior. A pousada era simples, os quartos não tinham nada de mais, o café da manhã tinha várias opções simples, até quem é vegetariano ou vegan se virava bem.
   Vamos então ao ponto principal, a beleza natural da região. Como é possível ver na foto, ali temos o encontro do rio com o mar. No primeiro dia fomos convidados por um nativo a dar um passeio de barquinho pelo rio, fomos só eu e Sarah(minha esposa) e ele, obviamente. Por 30 reais ele nos levou para conhecer o rio. Com água semi transparente, o rio era bem raso, margeado por uns mangues, muito bonitos. Paramos um pouco e conhecemos as dunas e a parte mais violenta do mar, tudo espetacular. Continuamos então o passeio, parando mais em frente para tomar banho no rio. Tivemos um banho maravilhoso, quase que não queríamos sair dalí. A água agradabilíssima, bem doce e fresca e o visual de tirar o folêgo. Além do silêncio maravilhoso. Ficamos ali tomando banho por um tempo, e então seguimos para a praia, onde acabou nossa voltinha pelo rio, todo o passeio pelo rio durou de 45-60 min. Altamente recomendado, bem melhor e mais barato do que se fosse feito com os "donos" do local.


Rio e vegetação durante o passeio de barco
Mar e rio
 Passamos o resto do dia tomando banho no foz do rio, dez metros pra lá mar, dez metros pra cá rio. Almoçamos em um restaurante mais alternativo, porém com comida boa, barata e gostosa. E ficamos pensando, que vidinha vagabunda a gente leva em maceió, universidade casa, casa universidade na maioria das vezes, rsrs. Fora os momentos que temos em maceió, idas ao cinema, algum bar, ou alguma praia da região, nada se compara ao que presenciamos lá, natureza viva e pulsante. Tudo ainda bem natural e muito conservado, porém não sei até quando devido a ganância de alguns empresários.

Altamente recomendado para quem quer um pouco de lazer de verdade, com contato com a natureza e com pessoas simples, nada de luxo (até se pode ter um pouco se quiser), som alto ou frescuras do dia-dia, as quais estamos, quase que obrigatoriamente, acostumados.

Quem vos fala, admirando a paisagem.

Companheira de viagem e tudo mais, admirando a bela vista.
Enfim, as minhas palavras não valem de muita coisa, olhem as fotos e se puderem visitem este lugar maravilhoso, uma experiência extremamente gratificante e prazerosa.
Rio com suas águas maravilhosas e o barquinho

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seja livre e deixe ser

Além dos nossos olhos, mas não das nossas mentes...

    Hoje em dia, tudo é muito fácil de ser obtido e comprado, principalmente em regiões metropolitanas. Quando o assunto é comida, então nem se fala. Se estamos com vontade de comer uma lasanha, pizza, macarronada e infinitas outras coisas, vamos ao mercado e já trazemos pronto, só basta esquentar e comer. As pessoas que querem algum tipo de carne, vão ao mercado e já compram a peça que lhe interessa devidamente fatiada e pronta para cozinhar, ou até mesmo para comer. Para frutas e legumes temos várias opções, com cores e aparências maravilhosas. Logo, se temos dinheiro suficiente para comprar tais coisas, ficamos tão felizes com tanta comodidade, que nem nos perguntamos como aquele alimento foi produzido e as custas de que ou de quem, pois ele parece tão bonito e livre de impurezas. Mas, é aí que mora o perigo. Vou tentar abordar aqui, em 3 ou mais posts, a forma com que são produzidos os ovos, leite e verduras e frutas em geral. Mostrando que tudo é bem pior do que parece quando vemos tais comidas empilhadas em prateleiras nos estabelecimentos comerciais.
   Deixe-me então, começar falando sobre a produção deste alimento que é adorado tanto pelos omnívoros e os  ovolactovegetarianos (pessoas que não consumem nenhum tipo de carne, porém se alimenta de alimentos derivados dos animais, como ovos e leite), o ovo de galinha. Incontáveis pratos populares no Brasil são feitos com ovos de galinha, desde simples ovos fritos até massas para bolos e macarrão. Apesar de todo o nosso consumo de ovos, será que realmente sabemos quanto custa um ovo? E não estou falando de dinheiro. Pois lhe digo, na grande maioria os sistemas de criação de galinhas seguem as seguintes "regras": as galinhas são criadas em locais onde imperam o sofrimento e exploração destes animais. Elas vivem agrupadas em gaiolas de ferro que possuem uma certa inclinação para facilitar o escoamento dos ovos. Tais gaiolas, onde estes animais passam toda a vida,  em geral, não chegam a ter o tamanho de uma simples folha de papel A4. Milhares de galinhas dividem o mesmo galpão, devido a quantidade de animais e ao pouco espaço, a iluminação sempre artificial e ao barulho ensurdecedor estes animais vivem com índices de estresse elevadíssimos, chegando a se auto-mutilarem. Para evitar este problema, os digníssimos produtores cortam os bicos com lâminas quentes, o que leva a morte de algumas, tudo isso para não prejudicar a produção e lucro final que se tem ao explorar tais seres.
   Devido a imensa sujeira e ferimentos dos animais, são misturados nas rações, substâncias químicas para tornar as galinhas mais resistentes. Porém, isto não adianta por muito tempo, em média com 18 meses de vida, as galinhas que sobreviveram a essas torturas não conseguem manter a produção desejada para o mercado e são mortas. De outra forma, as galinhas chegam a 10 anos de vida. E então, se encerra o ciclo de "vida" de um animal que viveu apenas para comer e produzir ovos para nós, sem poder ao menos ter caminhado livremente uma vez  na vida, sem poder ter sentido os raios de sol lhe aquecendo, sem poder ter vivido sua vida na natureza que nos permeia. Enfim, não passam de máquinas que tem como serventia produzir, em primeiro lugar, lucro para os criadores e então alimentos de má(com todas as interpretações que esta palavra possa trazer) qualidade para os consumidores.
   Neste ponto, pergunto: será que este alimento, produzido sob forte estresse e exploração, muitas vezes com uso de drogas, faz bem para nós? Será que temos o direito de manipular tão cruelmente a vida destes seres? Por sermos considerados mais inteligentes que tais animais temos o direito de explorá-los? Ou devido a esta nossa superioridade será que não teríamos a obrigação de proteger a vida e liberdade deles, tentando assim, manter nosso planeta mais equilibrado?


Concluindo, deixo a seguinte reflexão:


Que luta pela existência ou que terrível loucura vos levou a sujar vossas mãos com sangue - vós que sois nutridos por todas as benesses e confortos da vida? Por que ultrajais a face da boa terra, como se ela não fosse capaz de vos nutrir e satisfazer?
PLUTARCO


Até mais,


   

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Bem vindos aos portais do sol...


Esse é o post de início do blog Alternativa MENTES. Blog criado com o intuito de compartilhar, dar dicas e trocar experiências sobre uma forma de vida alternativa. Tais experiências, podem seguir desde como preparar ótimos pratos vegetarianos, passando por comentários e sugestões de passeios/viagens de baixo custo em contato com a natureza, até quem sabe, discussões sobre temas intrigantes, que frequentemente passam despercebidos, problemas dos dias atuais e coisas interessantes como ciência, sem esquecer de sempre ter uma pitada de bom humor. Enfim, um blog eclético, sem preconceitos, para pessoas de cabeças leves que querem aproveitar da melhor maneira a vida.

Ou seja, para pessoas com MENTES Alternativas.

Bem vindo a todos.